Computação em nuvem: o novo normal em recursos de TI

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Certamente você já ouviu falar em computação em nuvem, ou cloud computing. Afinal, ela está presente na sua rotina de diferentes formas. Quando você paga contas no internet banking, salva fotos na web, acessa o seu e-mail ou um aplicativo no celular, está utilizando esta tecnologia. Mas você sabe exatamente como funciona esse modelo considerado pela Amazon como o “novo normal”?

Estar na nuvem significa acessar arquivos, programas ou recursos de computação que não estão no seu computador, por meio da web. Quer dizer, você não precisa mais instalar um software ou armazenar arquivos na sua máquina, pois eles ficam instalados e guardados em uma estrutura – um conjunto de datacenters – ligados à infraestrutura da internet.

A consolidação deste modelo pode ser percebida pelos resultados de alguns estudos. Uma pesquisa feita pela Microsoft, em 2014, aponta que 33% das pequenas e médias empresas brasileiras já utilizam a computação em nuvem e que 45% afirmaram que iriam aderir à tendência até o ano passado. Na pesquisa “A conectividade das empresas brasileiras”, por sua vez, a Embratel/Teleco chegou a outros números interessantes: das 400 empresas de pequeno, médio e grande porte entrevistadas, 17% delas passaram a utilizar alguma solução em nuvem no ano passado, contra apenas 8% em 2014.

Já deu para perceber que a computação em nuvem não é mais uma tendência, mas uma realidade, certo? E não é à toa, já que ela proporciona vantagens como acesso rápido a recursos de TI de maneira flexível, segura e com baixo custo.

Entenda melhor algumas dessas vantagens

Toda empresa precisa de uma estrutura de TI, nem que seja mínima. E isso é sempre um investimento, porque é preciso adquirir equipamentos, comprar licenças de softwares e ter profissionais qualificados para fazer a manutenção e, assim, garantir o bom funcionamento do negócio. Se for algo que exija uma infraestrutura maior, com servidores e processadores de dados mais potentes, como uma desenvolvedora de softwares, por exemplo, vai ser preciso ainda um investimento extra, com certeza.

Para que seja realmente um dinheiro bem empregado e não um gasto desnecessário, o ideal é que toda a infraestrutura seja planejada de acordo com o tipo de serviço e na dimensão correta dos recursos computacionais necessários para atender à sua demanda, seja ela operar o departamento de TI da sua empresa, seja desenvolver um novo software. E isso é possível com a computação na nuvem, já que ela não requer investimentos iniciais robustos em hardware e evita a perda de tempo nas atividades de manutenção e gerenciamento desses equipamentos.

Se a sua empresa optar por estabelecer toda a base de dados na nuvem, usando tanto o hardware quanto o software, a redução de custos é imediata. Primeiro, porque economiza em infraestrutura, não precisando adquirir tantos equipamentos quanto se mantivesse tudo interno. Depois vem a questão das licenças, pois com este modelo, você paga apenas por aquilo que usar, evitando comprar ou licenciar soluções que podem ficar obsoletas. E ainda tem a economia com a manutenção, que é feita pelo provedor do serviço na nuvem (por exemplo, a Amazon – é dela a responsabilidade de manter todos os sistemas de seus clientes funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana).

Além disso, poder acessar as informações da sua empresa de qualquer lugar a qualquer hora, bastando apenas uma conexão com a internet, traz a agilidade e a flexibilidade que o mercado pede. Nada melhor do que chegar em uma reunião ou negociação com todas as informações em dia. Isso gera confiança e reflete diretamente na lucratividade de um negócio, pois as respostas são imediatas, eliminando anotações, trocas de e-mails e telefonemas posteriores. A conclusão de uma venda, a aprovação de um novo produto, a revisão de uma planilha e as mais diversas atividades podem ser feitas na hora, sem ruídos ou mal entendidos.

Modelos de serviços de computação em nuvem

Agora que já explicamos o que é a computação em nuvem e alguns dos seus benefícios, vamos avançar um pouco e entender melhor como esse serviço pode ser oferecido.

Os serviços de computação em nuvem são divididos em três modelos. Basicamente, a diferença entre eles é o nível de autonomia do usuário em relação ao que é oferecido. Há opção para a empresa que quer apenas usufruir do produto e também para quem deseja ou precisa modificar e ter um controle maior sobre a estrutura. Veja só:

  • Software as a Service (SaaS): nesse modelo, o mais comum, a empresa contrata o software e o prestador de serviço é responsável por todo o processo, oferecendo infraestrutura, gerenciamento, monitoramento e atualização.
  • Plataform as a Service (PaaS): nesse caso, o cliente contrata a plataforma e pode acessar todos os recursos do mesmo modo que no modelo SaaS, com a diferença de ter a liberdade de personalizar o software e fazer algumas alterações.
  • Infrastructure as a Service (Iaas): aqui, o cliente contrata a infraestrutura e se torna responsável por todo o resto, ficando livre para controlar completamente todas as funções do software.

Quando a questão é computação em nuvem, os tipos de oferta e suas vantagens, o assunto não para por aqui. Para saber mais, continue acompanhando nosso blog e fique por dentro deste modelo que agora já entendemos ser o “novo normal” em armazenamento e processamento de dados.

E fique à vontade para compartilhar conosco suas impressões, dúvidas ou sugestões!